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danado � mar�lia!?
Um
perfil
quase
inclassific�vel
(por ela mesma)
EU:
Mar�lia,
Estudante
de Direito, made in
Garanhuns,
filha de Pernambuco, o Le�o do
Norte, por�m
exilada na Capital
de seu estado.
EU
II:
Triste, por�m
esperan�osa; de
opini�es
profundamente conflitantes;
dif�cil de
explicar.
MEUS
AMIGOS:
S�o
tudo de bom!!!
PAIX�O
A
arte
UTOPIA:
Liberdade
RELIGI�O:
S� consigo
venerar
a paz.
PRA
ALIVIAR:
Gim
NO
DESESPERO:
Foda-se
tudo e mais
algumas coisas.
NA
ALEGRIA:
K
K K KK KKK KKKKKKK
Rir � o melhor da vida.
LIVRO:
Cem
anos de Solid�o
ROMANCISTAS:
Machado, Saramago e Garc�a
M�rquez.
POETAS:
Drummond,
Bandeira e Quintana.
POEMA:
No
meio do caminho.
REVOLUCION�RIOS:
Gandhi
e
Che Guevara
COMPOSITOR:
Chico
Buarque
M�SICA:
At�
o fim
INT�RPRETE:
Elis
Regina
POP:
Kid
Abelha
ROCK:
Mutantes
MPB:
Ney
Matogrosso
NA
REGI�O:
Cordel
do Fogo Encantado
e
Alceu Valen�a
NO
BRASIL:
Cartola,
Luiz
Gonzaga
e Tom Jobim
NO
MUNDO:
Beatles
OBRA
DE ARTE
O
mundo
(e a capela
Sistina
faz
parte
do
Mundo)
PINTORES:
Picasso,
Monet, Portinari,
Tarsila Caryb�
e Z� Cl�udio
PERSONALIDADES:
Fernando
Pessoa,
Beccaria,
Florbela Espanca,
M�rio de S� Carneiro,
Hobbes, Gilberto
Freyre, Paulo Freire,
Castro Alves, Oscar Wilde,
Cervantes
- melhor, Dom
Quixote -,
Voltaire,
Madre Tereza de Calcut�, Marx,
L�nin, Graciliano
Ramos,
Maquiavel, Minha
M�e
A
PERGUNTA QUE N�O QUER CALAR:
*Eu
fa�o Direito porque ainda acredito na justi�a. Quando eu
deixar de acreditar, A� vou ser poeta e morrer reclusa,
de tuberculose.*
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16/02/2004 14:52
mais de mim mesma
Me lembrei, esse fim de semana, de um texto que escrevi há uns cinco anos atrás e que estava inserido num outro texto que eu e Naísia escrevemos juntas (ah! a nossa infância!). o texto era meio complicado, e não pode ser mostrado, mas esse excerto em especial ficou muito legal e eu já outras vezes pensei em publicá-lo. O mais próximo, porém que ele chegou do público foi na ocasião em que foi levado ao editor do jornal cultural de Garanhuns, que a achou muito forte para o seu jornal e ME CENSUROU, segundo o portador, com medo de que o texto levasse as pessoas ao suicídio. Achei ridículo, mas me senti lisonjeada por haver sido comparada com Goethe (rssssss). Aí resolvi abandonar o texto, que ficou engavetado no computador até que eu me lembrei dele.
Aí vai, então a carta feita por uma pré-adolescente cheia de spleen que sonhava morrer de tuberculose aos vinte e um anos, depois de começar a Faculdade de Direito. É
hoje eu tenho uns sonhos muito menos radicais... mas até o que texto ficou mais ou menos:
A ÚLTIMA CARTA
(POR MARÍLIA JACKLEYNE)
Oi, amiga!
Quando esta carta for aberta, sem dúvida os vermes já me estarão a roer. Certamente alguns dias já se passaram desde que com metal vil pus termo à triste ópera da minha vida.
Morri. E naquele dia em que sangue e vida escoaram por meus pulsos abertos ah! quantos em vão choraram, rezando, no intuito de salvar a minha pobre e infeliz alma.
Sorrio desde já, imaginando o pranto assustado daqueles que em vão perguntavam-se o porquê de eu, tão jovem, com tanto futuro, ter feito semelhante loucura
Mas nada é mais extasiante que imaginar o horror deles ao ver a matéria inanimada outrora tão cheia de vida desaparecer sob a terra escura. Eu mesma assusto-me ao pensar nisso. Mas ali, naquele instante eu era como uma folha caída ontem cheia de viço, hoje seca, levada por um vento. Foi a falência do mundo que me levou.
Só que aquela não foi, em verdade, a minha morte. A morte verdadeira é tanto mais lenta que a decomposição orgânica que me sobrevém. A morte verdadeira vem do recomeço da vida alheia. Não há tempo para pensar em coisas menores (isso não muda) e agora, que já não há a minha presença para fazer-me lembrada, é muito mais fácil esquecer. Aí sim, será a verdadeira morte. Quando for totalmente esquecida e não restar uma lembrança, uma idéia, sequer um nome escrito num papel reles, aí terei morrido e finalmente descansarei.
Sabendo que a minha importância era sentida unicamente por mim, para quem era todo o Universo, ficou fácil. Desfiz o Universo e tornei-me livre na consciência da inconsciência. Da morte, espero a liberdade. Liberta das convenções deste mundo vil, estarei feliz. Portanto, quando acaso perguntarem, diga-lhes que buscava a felicidade. Encontrá-la ou não, é um risco que infelizmente preciso correr. Mas que certezas há na própria vida!?
Matar-se é como escapar de uma aula chata. Rir-se dos outros que lá ficam, seguindo as regras, ouvindo as ideologias vãs do professor idiota. Resta saber apenas se corajosos são aqueles que vão, ou aqueles que ficam.
Não busque vilões ou heróis. Estamos num palco. Todos somos atores. Às vezes, saímos do espetáculo mais cedo, ou improvisamos. Como o poeta, cheguei tarde demais num mundo por demais velho. Ah! Estavam verdes! Querida raposa
tuas uvas eram verdes, a minha vida, caduca! Sempre se desdenha daquilo que não se pode entender
Se queres matar-te, mata-te
Que escrúpulos ou receios tem a mecânica da vida?
(Pessoa)
O adeus da amiga
Clarissa
Salomão, seja bem vindo ao meu blog e é claro que você pode por os poemas no seu blog. Obrigada pelo eleogio, também.
mário, cadê você?
Naísia, eu também estava com saudades dos meus versos.
Hobbit, eu não tenho culpa, minha alma veio assim da fábrica.
Milton, eu sinto muitop pela falta de visitas.
Ronaldo e Chaiene, sejma bem-vindos, também.
Acho que está dado, o recado.
enviada por juspoeta
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Como
diz a S�bia Dona Maria da Batata frita, do
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Depois � s� ter boa sorte e muita paci�ncia! |
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