* O Blog de Mar�lia

          N�o doutrin�rio,  n�o libert�rio,  n�o estudantil,  n�o dogm�tico,  n�o cult,  n�o trash,  n�o punk,    n�o consumista,   n�o elitista,   n�o democr�tico,   n�o comunista,  n�o socialista,   n�o capitalistas,   n�o hobbesiano,  n�o musical,  n�o cinematogr�fico,  n�o po�tico,  n�o pat�tico,  n�o cover,  n�o maquiavaliano,  n�o teatral,   n�o intelectual,  n�o panfelt�rio,  n�o brasileiro,  n�o americano,  n�o afeg�o,  n�o b�blico,    n�o apocal�ptico,  n�o moral,  n�o pio,  n�o memorialista,  n�o hegeliano,  n�o espirita,  n�o hist�rico,        n�o c�vico,  n�o sociol�gico,  n�o filos�fico,  n�o pr�tico,  n�o respons�vel,  n�o civil,  n�o penal,  n�o militar, n�o ac�falo,  n�o mitol�gico,  n�o teleol�gico,  n�o est�tico,  n�o teor�tico. . .

 

COMO PODEM VER, O BLOG DE MAR�LIA MUDOU...

... MAS PERMANECE INCLASSIFIC�VEL!!!!!

 

essa poderia ser eu!!!!
Ainda bem que n�o �!





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Porque recordar � viver


quem danado � mar�lia!?

Um perfil quase                    inclassific�vel               (por ela mesma) 

EU:

Mar�lia,

      Estudante    de  Direito,  made in    Garanhuns,           filha de Pernambuco, o Le�o do      Norte, por�m         exilada      na Capital             de    seu estado.

EU II:

Triste, por�m   esperan�osa; de opini�es             profundamente conflitantes;       dif�cil de                  explicar.

MEUS AMIGOS:

S�o tudo de bom!!!

PAIX�O

            A arte

UTOPIA:

Liberdade

RELIGI�O:

   S� consigo   venerar              a paz.

PRA ALIVIAR:

Gim

NO DESESPERO:

Foda-se     tudo  e    mais    algumas    coisas.

NA ALEGRIA:

K K K KK KKK KKKKKKK         Rir � o melhor da vida.

LIVRO:

Cem  anos de    Solid�o

ROMANCISTAS:

     Machado,  Saramago   e  Garc�a M�rquez.

POETAS:

  Drummond,            Bandeira e       Quintana.

POEMA:

No   meio  do   caminho.

REVOLUCION�RIOS:

Gandhi                                 e                                     Che        Guevara

COMPOSITOR:

Chico Buarque

M�SICA:

At�            o fim

INT�RPRETE:

Elis Regina

POP:

Kid    Abelha

ROCK:

           Mutantes

MPB:

Ney    Matogrosso

NA REGI�O:

Cordel do Fogo Encantado       e      Alceu      Valen�a

NO BRASIL:

Cartola,     Luiz Gonzaga           e    Tom Jobim

NO MUNDO:

Beatles

OBRA DE ARTE

O mundo              (e a capela Sistina         faz          parte do          Mundo)

PINTORES:

Picasso,   Monet,    Portinari, Tarsila     Caryb� e    Z� Cl�udio

PERSONALIDADES:

Fernando Pessoa,        Beccaria,                    Florbela Espanca,                   M�rio de S� Carneiro,      Hobbes,        Gilberto Freyre, Paulo Freire,                 Castro Alves,      Oscar Wilde, Cervantes                              - melhor, Dom    Quixote -,       Voltaire,                 Madre Tereza de Calcut�, Marx,             L�nin, Graciliano Ramos, Maquiavel,        Minha M�e

A PERGUNTA QUE N�O QUER CALAR:

*Eu fa�o Direito porque ainda acredito na justi�a. Quando eu deixar de acreditar, A� vou ser poeta e morrer reclusa, de tuberculose.*

 

 

 

 

 

31/03/2004 23:37
Dia da mentira
Apesar de você...

Primeiro de abril é dia da mentira. Há, porém, uma data tanto mais trágica, por trás dessa comemoração hilária. Há quarenta anos, exatamente, um dos piores momentos da história do Brasil: o Golpe Militar de 64, conhecido no exército como a Revolução de 64. Imediatamente posterior à euforia democrática do Pós-guerra, o momento histórico era de tendência reformista.

Jânio havia renunciado, Jango era presidente, após um período de parlamentarismo. As reformas estavam na pauta do dia. O movimento estudantil era forte e representativo. Só que a velha sociedade patriarcal e conservadora d Brasil não podia suportar as mudanças que poderia advir, assim como não interessava à política norte-americana um país das proporções do Brasil supostamente alinhado à esquerda. Respeitosas donas de casa saíram às ruas contra as reformas (hilário, isso), apoiadas pela ala conservadora da Igreja católica (sempre contra reformas...). Os EUA apoiaram e os militares encabeçaram o golpe na madrugada de 31 de março de 1964. Naquele dia primeiro de abril, viu a luz a mais longa mentira política da história do país.

As repercussões desse fato na história do Brasil foram (e ainda são) funestas. Não há, ainda uma geração totalmente formada em ambiente democrático, e isso, ao meu ver é determinante a esse caráter doente da “democracia brasileira”.

Culturalmente, apesar da censura (ou talvez por causa dela – dizem as más línguas) , foi um dos mais brilhantes momentos que o país já passou, somente comparado, ao meu ver, com a efervescência cultural do final dos anos 20. A galera vivia fodida (com o perdão da má palavra) mas não deixava de produzir. Os festivais de música incendiavam a galera e surgiram compositores maravilhosos, como Chico Buarque, Belchior, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gonzaguinha... Espetáculos como o Pagador de Promessas, Roda Viva e Viva o Gordo – abaixo o regime fizeram os censores de idiotas (isso foi ótimo).

Evidente que houve mártires. Não no sentido religioso da palavra, mas no sentido de vítimas de um sistema que matou quem foi capaz de perseguir ideais. Nas guerrilhas urbanas e rurais, nos porões do DOPS, nos quartéis, nos assaltos do MR8, pessoas morriam por pensamentos, atos e omissões, sem direito a confissão...

Pra frente Brasil, todo mundo na ilegalidade no país do futebol e carnaval. A UNE foi a primeira vítima, incendiada na manhã de primeiro de abril (a primeira verdade do dia da mentira).


RODA VIVA

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa no nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva e carrega destino pra lá

Roda mundo, roda-gigante rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira pra lá

Roda mundo, roda-gigante rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

A roda da saia, a mulata não quer mais rodar
Não senhor não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma inicia viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola pra lá

Roda mundo, roda-gigante rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

O samba a viola a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira chegou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva e carrega a saudade pra lá.

Roda mundo, roda-gigante rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
(Chico Buarque)


* ESSE POST É DEDICADO AOS DESAPARECIDOS, MORTOS E TURTURADOS E SUAS FAMÍLIA, PARA QUEM A DITADURA NÃO FOI MENTIRA E PARA QUEM A DOR, AINDA HOJE SENTIDA, É BEM REAL.

enviada por juspoeta






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